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Teatro, Performance

Cápsula do Tempo

Três actores sobem a palco para criar uma cápsula do tempo que será aberta daqui a 100 anos. É um costume ancestral juntar um conjunto de objectos num recipiente, fechado hermeticamente, que darão ao futuro uma leitura do presente que se terá tornado passado. A escolha de objectos não deve nem tenta ser imparcial, em vez disso, busca realmente uma representatividade do tempo presente.

Três pessoas num espaço remoto para criar uma cápsula do tempo, esta é a premissa. A deriva tem início numa visita às mais famosas cápsulas do tempo e às questões que elas levantam, transportando-nos, inevitavelmente, a um lugar onde não podemos deixar de questionar tudo, até o próprio objecto desejado. Será mais importante a fotografia da tua filha ou a página do jornal do dia em que este vírus apareceu? Será possível criar uma caixa que represente o nosso tempo? Dirá mais ao futuro o que discutimos, o que ficar na caixa, ou a caixa em si? O que podem dizer as nossas escolhas sobre o nosso tempo?

 

Um espectáculo que é um vórtex sobre a impossibilidade de agarrar o tempo, sobre o mundo todo que não cabe num espectáculo.

Ficha técnica e artística

Direcção Artística e Interpretação: Vanda R. Rodrigues.

Criação e interpretação: Raquel Castro,

Produção e Comunicação: Catarina Carvalho.

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Biografia //

Nasceu no Estoril em 1987. Formada pela Escola Profissional de Teatro de Cascais, pela Universidade de Évora e Universidade Estadual de Campinas (BR), terminou recentemente uma Pós-Graduação em Dramaturgia e Guionismo na ESMAE.

Directora Artística da Colecção B Associação Cultural (Évora) onde programa vários Ciclos de artes performativas contemporâneas.

Durante seis anos leccionou Teatro/Circo nos cursos de fim de tarde do Chapitô (Lisboa) onde todos os anos apresentou um espectáculo diferente, todos com dramaturgias originais.

Em 2015, foi uma das representantes portuguesas no projeto École Des Maîtres com a coordenação do encenador Ivica Buljan (HR).

Trabalhou como intérprete com Mickaël de Oliveira no Coletivo 84, Fernanda Lapa na Escola de Mulheres, Rodrigo Francisco na Companhia de Teatro de Almada, Carlos Avilez no Teatro Experimental de Cascais e ainda com Marta Bernardes e Pedro Gil.

Criou para o festival Escrita na Paisagem a performance “Kamasutra machine”, para a Música Portuguesa a Gostar dela Própria a vídeo performance “Sapateando” e “Processa-me: uma carta de amor a Neto de Moura”.

Apoiou a criação de “A cada velhinha que ela grava é a minha avó que não morre” para A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria/ TNDM II e “Memorial” de Lígia Soares.

Em 2019 o seu solo “Espectáculo de amor” estreou no Serralves em Festa e foi depois apresentado em várias cidades portuguesas. Em 2020 criou a peça radiofónica “Combate de amor” para a Um Colectivo .

Escreveu, dirigiu e interpretou Manifesto Funesto para a Colecção B/Artes à Rua.

Encontra-se neste momento a co-criar “Plano comensal de leitura” de Marta Bernardes, uma co-produção da Colecção B para o S.Luiz Teatro Municipal/ T.Viriato/ Museu da Cidade.