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Teatro

Catarina E A Beleza De Matar Fascistas

Tiago Rodrigues

Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor?

Esta família mata fascistas. É uma tradição antiga que cada membro da família sempre seguiu. Hoje, reúnem-se numa casa no campo, no Sul de Portugal, perto da aldeia de Baleizão. Uma das jovens da família, Catarina, vai matar o seu primeiro fascista, raptado de propósito para o efeito. É um dia de festa, de beleza e de morte. No entanto, Catarina é incapaz de matar ou recusa-se a fazê-lo. Estala o conflito familiar, acompanhado de várias questões. O que é um fascista? Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor? Podemos violar as regras da democracia para melhor a defender? Entretanto, surge por vezes o fantasma de uma outra Catarina, a ceifeira Catarina Eufémia que foi assassinada em 1954 em Baleizão durante a ditadura fascista. Catarina Eufémia aparece durante a noite, enquanto a família dorme, para conversar com o fascista de 2028 que aguarda o seu destino.

Duração: 2 h 30 min

Classificação etária: M16

Uma iniciativa da CMÉvora em parceria com  Espaço do tempo

Biografia // Tiago Rodrigues

Ficha técnica e artística

Texto e encenação: Tiago Rodrigues.

Com: António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva, Sara Barros Leitão.

Cenografia: F. Ribeiro.

Figurinos: José António Tenente.

Desenho de luz: Nuno Meira.

Sonoplastia, desenho de som e música original: Pedro Costa.

Coralidade e arranjos vocais: João Henriques.

Voz-off: Cláudio Castro, Nadezhda Bocharova, Paula Mora, Pedro Moldão.

Apoio ao movimento: Sofia Dias, Vítor Roriz.

Apoio em luta e armas: David Chan Cordeiro.

Assistência de encenação: Margarida Bak Gordon.

Direção de cena: Carlos Freitas.

Ponto: Cristina Vidal.

Tradução Daniel Hahn (inglês), Thomas Resendes (francês).

Legendagem: Rita Mendes.

Produção executiva: Joana Costa Santos, Rita Forjaz.

Produção: Teatro Nacional D. Maria II.

Coprodução: Wiener Festwochen, Emilia Romagna Teatro Fondazione, ThéâtredelaCité – CDN Toulouse Occitanie & Théâtre Garonne Scène européenne Toulouse, Festival d’Automne à Paris & Théâtre des Bouffes du Nord, Teatro di Roma – Teatro Nazionale, Comédie de Caen, Théâtre de Liège, Maison de la Culture d'Amiens, BIT Teatergarasjen, Le Trident – Scène-nationale de Cherbourg-en-Cotentin, Teatre Lliure, Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo.

Apoios: Almeida Garrett Wines, Cano Amarelo, Culturgest, Zouri Shoes.

O espetáculo conta com músicas de Hania Rani (Biesy e Now, Run), Joanna Brouk (The Nymph Rising, Calling the Sailor), Laurel Halo (Rome Theme III e Hyphae) e Rosalía (De Plata).

Tiago Rodrigues nasceu na Amadora em 1977. Publicou pela primeira vez um texto no DN Jovem aos 13 anos e foi jornalista do Grande Amadora ao mesmo tempo que estudava na Escola Superior de Teatro e Cinema.

Começa por subir aos palcos com os Artistas Unidos e o coletivo SubUrbe. Aos 21 anos, começa a trabalhar com a companhia belga tg STAN com a qual viaja pelo mundo.

Cronista em vários jornais de referência portugueses, como o Diário de Notícias, Expresso e A Capital, Tiago Rodrigues também levou a sua criatividade aos ecrãs televisivos: através do programa Zapping e como argumentista das Produções Fictícias.

O ensino é outra das áreas em que trabalha: com 26 anos torna-se professor convidado na escola PARTS, em Bruxelas, que se dedica à dança contemporânea, tendo ensinado também na Universidade de Évora, no ESMAE e na Escola Superior de Dança de Lisboa.

A partir de 2003, dedica-se ao Mundo Perfeito, estrutura teatral de que foi diretor artístico, criando mais de trinta peças, até ser nomeado para o mesmo cargo no Teatro Nacional D. Maria II, em dezembro de 2014, um cargo que ainda ocupa.

Para além disto foi dramaturgo para o coreógrafo Rui Horta e argumentista de cinema. Em 2008 venceu o prémio de Melhor Actor Secundário de 2008 da GDA. Na área do cinema e televisão colaborou, por exemplo, com Tiago Guedes e Frederico Serra, João Canijo, Bruno de Almeida e Marco Martins.

Em 2018 foi distinguido com o prémio europeu Novas Realidades Europeias e em 2019 recebeu o Prémio Pessoa.

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